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Julho Amarelo: DQV divulga campanha de prevenção às hepatites virais

logo julho amareloNo Julho Amarelo, o Departamento de Qualidade de Vida (DQV), em alusão ao Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, comemorado no dia 28 de julho, alerta a comunidade acadêmica para a importância do diagnóstico e tratamento da doença.

 

 

INFORMAÇÕES SOBRE HEPATITES VIRAIS

O que é hepatite?

A hepatite é a inflamação do fígado. Pode ser causada por vírus ou pelo uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. Em alguns casos, são doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintoma.

As hepatites virais são inflamações causadas por vírus que são classificados por letras do alfabeto em A, B, C, D (Delta) e E. Em muitos casos, não há nenhum sintoma e isso aumenta os riscos da infecção evoluir e se tornar crônica, causando danos mais graves ao fígado, como cirrose e câncer. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina, que detectam as hepatites.

Cenário epidemiológico das hepatites virais

As hepatites virais B e C são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. O tratamento, quando indicado, é fundamental para evitar a progressão hepática e suas complicações. Segundo a OMS, a infecção crônica causada pelo vírus da hepatite viral B (VHB) atinge aproximadamente 350 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo a principal causa de cirrose e carcinoma hepatocelular (CHC). Já a hepatite C (HCV) é um agravo que afeta mais de 185 milhões de pessoas em todos os continentes (OMS, 2017).

Segundo o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2019, em 2018, foram registrados 42.383 casos de hepatites virais no Brasil. Entre as hepatites, o tipo C da doença é a mais prevalente e também a mais letal, com 26.167 casos notificados em 2018.

Em 2018, foram notificados 2.149 casos de hepatite A no Brasil. A transmissão mais comum da doença é pela água e alimentos contaminados. O tratamento é sintomático e geralmente evolui para cura. Além disso, o SUS oferta a vacina contra a hepatite A para menores de cinco anos e grupos de risco.

Já com relação à hepatite B, foram registrados no ano passado, 13.992 casos. A hepatite B pode ser transmitida pelo contato com sangue contaminado, sexo desprotegido, compartilhamento de objetos cortantes e de uso pessoal e de mãe para filho (transmissão vertical). O Ministério da Saúde oferta a vacina contra a hepatite B para todas as faixas etárias. O tratamento da doença evita complicações, como cirrose e câncer.

Em 2018, foram notificados 26.167 casos de hepatite C no Brasil. A doença é transmitida por sangue contaminado, sexo desprotegido e compartilhamento de objetos cortantes. O maior número de pessoas com Hepatite C se concentra em pessoas acima dos 40 anos. A hepatite C nem sempre apresenta sintomas. O tratamento da doença é ofertado gratuitamente no SUS e cura mais de 95% dos casos.

No Brasil, em 2018 foram registrados 145 casos da hepatite D no país. A infecção ocorre quando o paciente já contraiu o vírus tipo B. Os sintomas da hepatite D são silenciosos e a doença é combatida por meio da vacina contra a hepatite B que também protege contra a D.

A hepatite E é relatada esporadicamente no Brasil. Assim como a hepatite A, a sua transmissão é oral-fecal e as formas de prevenção são semelhantes. Esse tipo pode afetar rebanhos de suínos e os cuidados com o consumo de água tratada e o bom cozimento dos alimentos principalmente carne de porco, é essencial para a prevenção desta infecção.

Em Pernambuco, as ações de controle das hepatites virais são desenvolvidas no campo da prevenção, vigilância epidemiológica, sanitária e assistência à saúde. Uma das ações de prevenção e assistência à saúde é desenvolvida por meio do diagnóstico precoce com teste rápido (TR).

Diagnóstico

Os testes rápidos para os tipos B e C estão disponíveis nos serviços públicos de saúde para todas as pessoas. O exame de hepatite B também faz parte do rol de exames do pré-natal. A gestante deve ser diagnosticada e será tratada, se houver indicação, ainda durante a gravidez. Os testes são realizados em nível de atenção básica com oferta de testes sorológicos ou nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) com TR e/ou Elisa. Todos os CTA do estado têm TR implantado. O estado também oferece aos portadores o atendimento secundário e terciário em serviços de referência para hepatites. A vacina é uma forma de prevenção contra as hepatites.

Departamento de Qualidade de Vida, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde, disponibiliza a testagem para as hepatites virais B e C, assim como outras infecções sexualmente transmissíveis como Sífilis e HIV, para a comunidade universitária durante todo ano. Para a realização da testagem, é necessária a apresentação de um documento oficial com foto.

Tratamento

A hepatite C tem cura em mais de 90% dos casos quando o tratamento é seguido corretamente. As hepatites B e D têm tratamento e podem ser controladas, evitando a evolução para cirrose e câncer. A hepatite A é uma doença aguda e o tratamento se baseia em dieta e repouso. Geralmente melhora em algumas semanas e a pessoa adquire imunidade, ou seja, não terá uma nova infecção. Todas as hepatites virais devem ser acompanhadas pelos profissionais de saúde, pois as infecções podem se agravar.

As hepatites virais fazem parte das prioridades do Ministério da Saúde para o biênio 2019-2020. O intuito é ampliar o diagnóstico e tratamento das hepatites virais, com foco na hepatite C, e reduzir a transmissão vertical da hepatite B. Em relação à hepatite B, torna-se prioridade aumentar a cobertura vacinal entre meninas e mulheres de 10 a 49 anos.

Maiores informações: saudesexual.dqv@ufrpe.br

 

Fontes:

MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Programa Nacional Para a Prevenção e Controle das Hepatites Virais. Brasília, 2019.

Pernambuco. Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco. Secretaria Executiva de Vigilância em Saúde. Informações em Saúde. Disponível em: http://portal.saude.pe.gov.br/search/node/hepatites. Acesso em: 26 de julho de 2019

Textos de Taciana Black (Enfermeira, COREN/PE 274233, SIAPE 1961196) e Marina Mendes ( Odontóloga, SIAPE384939)

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