Internacionalização e saberes locais em destaque no 9º Simpósio Doutoral
Publicado em 23/09/2026 | Última atualização em 23/09/2026.
O Instituto IPÊ UFRPE esteve representado pelo diretor do Núcleo de Internacionalização (NINTER), Rodrigo Carmo, e pela coordenadora de Apoio e Fomento à Inovação e à Propriedade Intelectual (CINOVA) do Núcleo de Empreendedorismo e Inovação (NEI), Marny Pessoa, nas discussões do 9º Simpósio Doutoral Internacional Interdisciplinar Interinstitucional (@oficial_idi).
O evento reuniu, na UFRPE, instituições brasileiras, entre elas UFPE, UPE, USP, UNESP, UFRN, IFSertão, Fundação Carlos Chagas, CCDEB, ABRAPET, PPGEC-UFRPE, RENOEN-UFRPE, PPGE-UPE, além da Universidade de Évora, de Portugal, e as Université Claude Bernard Lyon 1 e Lumière Lyon 2, da França, debatendo "Interculturalidade, clima escolar, espiritualidade e aprendizagem". Esse evento contou com o apoio da FACEPE e do PPGEC-UFRPE.
Nos dias 9 e 10 de setembro, o simpósio provocou uma reflexão sobre como a espiritualidade e a cultura local influenciam o ambiente acadêmico. As presenças de pesquisadores do Brasil,da França e de Portugal permitiram um cruzamento de olhares sobre como as instituições podem ser laicas sem ignorar a diversidade de crenças e visões de mundo: a laicidade para proteger a pluralidade não deve ser confundida com neutralidade epistemológica.
Segundo o professor Rodrigo Carmo (NINTER), “essa perspectiva humana é o que torna a formação doutoral interdisciplinar verdadeiramente transformadora. A entrada de novos saberes através das cotas e da internacionalização exige que o currículo se adapte para acolher conhecimentos indígenas, quilombolas e de terreiro”. Tal abertura transforma a universidade em um espaço de justiça social e o clima escolar deixa de ser apenas um índice de satisfação para se tornar uma vivência de acolhimento e respeito mútuo.
O pilar da fala institucional foi a defesa da cooperação internacional simétrica, conhecida como relação Sul-Sul. Contra a lógica colonial, a internacionalização de sucesso aceita que categorias formuladas em Recife ou Serra Talhada podem reorganizar o pensamento acadêmico em Lyon. Um empoderamento teórico fundamental para que a produção científica brasileira seja reconhecida não apenas pela sua aplicabilidade prática, mas pela sua capacidade de gerar novos conceitos, marcando a resistência e a inovação na forma como a Rural produz e exporta conhecimento.
