Matemática e Inclusão: UFRPE celebra a excelência acadêmica na cerimônia de premiação da OPEMAT 2025
Publicado em 06/07/2026 | Última atualização em 06/07/2026.
RECIFE – Na tarde do dia 03 de julho, o Salão Nobre da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) ficou lotado com a presença de mais de 300 pessoas, entre familiares, educadores e autoridades, para a solene cerimônia de premiação da Olimpíada Pernambucana de Matemática (OPEMAT) de 2025. O evento coroou um ciclo expressivo de fomento à educação básica no estado: nesta edição tivemos mais de 10.000 participantes, mobilizando mais de 800 escolas em 140 municípios. Mais do que uma competição, a noite consagrou o projeto como uma ferramenta essencial de interiorização científica e ascensão social.
A fase final reconheceu o desempenho de destaque de 255 estudantes. O alto nível técnico foi evidenciado pela diversidade do pódio, que abrangeu 60 instituições de ensino, um ecossistema composto por 31 escolas públicas e 29 escolas privadas. Ao todo, foram distribuídas 178 medalhas (37 de ouro, 55 de prata e 86 de bronze) e 126 Menções Honrosas (MH).
A Força das Diferentes Modalidades de Ensino
A estrutura da OPEMAT, dividida em três níveis de avaliação e categorias distintas, permitiu traçar um panorama claro da excelência matemática em diferentes realidades educacionais de Pernambuco:
- Escolas Particulares: Os estudantes da rede privada garantiram o maior volume absoluto no quadro de medalhas, somando 65 condecorações (15 ouros, 19 pratas e 31 bronzes), além de 39 menções honrosas. O destaque ficou para o Nível 2 e Nível 3, onde concentraram 12 de seus 15 ouros.
- Escolas Públicas: Comprovando que a OPEMAT é um forte instrumento de revelação de talentos e ascensão acadêmica, a rede pública (estadual e municipal) teve um desempenho robusto. Foram 46 medalhas conquistadas (10 de ouro, 15 de prata e 21 de bronze), acompanhadas do maior número de menções honrosas entre as modalidades escolares: 41 no total.
- Escolas Seletivas: As instituições com processo seletivo de ingresso, como os colégios de aplicação e institutos federais, mantiveram um alto padrão técnico, arrematando 34 medalhas (7 ouros, 11 pratas e 16 bronzes) e 22 menções honrosas, com desempenho bastante equilibrado ao longo de todos os níveis de prova.
O Brilho das Meninas na Matemática (CPEM2)
Um dos grandes marcos desta edição, bastante celebrado pelo público presente no Salão Nobre, foi o fortalecimento da representatividade feminina nas ciências exatas. A cerimônia reservou um espaço de destaque para a categoria CPEM2 (Competição Pernambucana Meninas na Matemática). Do total de premiados na classificação geral da olimpíada, 88 foram meninas.
Na modalidade exclusiva da CPEM2, as estudantes demonstraram consistência impressionante, assegurando um total de 33 medalhas (5 de ouro, 10 de prata e 18 de bronze) e 24 menções honrosas. Os ouros femininos foram distribuídos em todas as faixas etárias: dois no Nível 1, um no Nível 2 e dois no Nível 3, refletindo o impacto direto das políticas de incentivo e inclusão.
Rumo à Universalização
Com o Salão Nobre tomado pelo entusiasmo, a coordenação da olimpíada aproveitou a ocasião para reforçar a próxima meta do projeto de extensão: transformar a OPEMAT em uma política de Estado perene. Para que a universalização do acesso à competição alcance todas as escolas públicas de Pernambuco a médio prazo, a coordenação destacou que o investimento e o suporte estratégico da Universidade serão o grande diferencial, garantindo que o próximo talento da matemática seja descoberto, independentemente de onde ele estude.
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