Universidade Federal Rural de Pernambuco
Ministério da Educação

UFRPE retoma monitoramento de tubarões por meio de novo programa

Publicado em 02/06/2026 | Última atualização em 02/06/2026.

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A partir de julho, pesquisadores da UFRPE, ligados ao Núcleo de Educação Ambiental do Departamento de Pesca e Aquicultura, iniciam novo programa de monitoramento de tubarões, na costa pernambucana, a partir de edital do Governo do Estado.

Contemplado na edição 19 do edital Ciência no Governo - Programa Cientista Arretado, o projeto da UFRPE busca compreender os padrões de deslocamento e comportamento das espécies de tubarão que frequentam a costa pernambucana, a fim de subsidiar políticas públicas de prevenção de incidentes.

Pernambuco registra ocorrências envolvendo tubarões desde o início da década de 1990, de acordo com o Edital. Ao longo desses anos, e de forma ininterrupta, a UFRPE vem desenvolvendo diversas pesquisas e ações de monitoramento e prevenção de incidentes na costa pernambucana, por meio de projetos como o Pró-Tuba e convênios com o Estado. Havia 11 anos, no entanto, que as parcerias interinstitucionais permanentes estavam suspensas, com exceção do monitoramento no Arquipélago de Fernando de Noronha.

O projeto será coordenado pelo professor da UFRPE Paulo Vasconcelos de Oliveira, a partir de metodologia que utilizará tecnologia semelhante à empregada em estudos anteriores, mas com equipamentos mais modernos. Segundo o pesquisador, o projeto do edital contemplado consiste em capturar os tubarões, marcá-los com um chip transmissor e, em seguida, devolvê-los ao mar. O novo sistema é baseado em marcas ultrassônicas acopladas aos animais e em receptores que serão instalados ao longo da costa para registrar a passagem dos indivíduos monitorados. Dessa forma, é possível acompanhar o padrão de deslocamento e a forma como os tubarões utilizam o espaço ao longo do litoral.

O estudo terá como foco principal as duas espécies mais associadas aos incidentes registrados em Pernambuco: o tubarão-cabeça-chata e o tubarão-tigre. Os dados coletados serão integrados a informações oceanográficas, sensoriamento remoto e variáveis ambientais para identificar padrões de ocorrência e compreender por que determinadas áreas são mais utilizadas pelos animais em certos períodos.

O projeto ainda prevê a criação de uma plataforma digital para reunir dados científicos e comunitários, o desenvolvimento de protocolos de alerta de risco, ações de ciência cidadã com pescadores e usuários das praias e a elaboração de um Plano Estadual de Pesquisa e Monitoramento de Tubarões.

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