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[ABRASCO] Para combater os preconceitos, educação para toda e qualquer idade

Para combater os preconceitos, educação para toda e qualquer idade

 

Um novo ciclo da Ágora Abrasco foi iniciado no dia 12 de agosto, num duplo processo de ampliação e aprofundamento temático e associativo. Às quartas-feiras, a programação será proposta pelos grupos temáticos da Associação em atividade únicos ou ciclos. O lançamento coube ao Grupo Temático Envelhecimento e Saúde Coletiva e o painel Painel: Idadismo e a pandemia de coronavírus – só o fez aumentar! trazendo à pauta o preconceito com a 3ª idade e as formas de superá-lo.

“É uma honra para o GT envelhecimento e saúde coletiva promover esta estreia” anuncia Alexandre Kalache, coordenador do Grupo e proponente da dinâmica. A ideia é aprofundar os debates que compuseram o painel Covid-19 no Brasil = Gerontocídio? realizado em 29 de abril, contando com os primeiros debatedores na coordenação das sessões com novos convidados. 

Docente da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, Anita Neri explicou por que o conceito do ageísmo ou idadismo é extremamente danoso e impregna a cultura, servindo de modelo de naturalização do preconceito para novas gerações. “Negamos a velhice e atribuímos valores negativos ao envelhecer, pois o mercado exige que sejamos eternamente jovens”, ressaltando os interesses econômicas. “São gerontocratas que controlam a sociedade pelas marcas da idade, dividindo as pessoas em produtivos e improdutivos”.

Para Daniele Vieira, professora do departamento de administração da UFRPE, quebrar essa lógica é a melhor resposta para a superação do preconceito. “É importante frisarmos a importância do conhecimento e da aprendizagem continuada para combater o idadismo”, destacando orientações internacionais da OMS nessa perspectiva. “Aposentadorias mais longas exigem novas informações para que os idosos continuem ativos. Temos de ampliar nosso olhar para a inclusão”.

A escritora Lia Vieira, do ILC-Brasil, e a advogada; Krishna Brunoni de Souza, da Rede Feminista de Juristas completaram o painel, relacionando o preconceito à idade, ao de raça e de gênero.

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